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Cinemas pelo Mundo: Cidade do México, um retrato dos nossos tempos

  • Foto do escritor: Eudaldo Monção Jr.
    Eudaldo Monção Jr.
  • há 2 horas
  • 11 min de leitura

Cidade do México, México


Entre ruínas, estacionamentos e fachadas históricas, pesquisa fotográfica documenta antigos cinemas de rua e revela transformações urbanas da CDMX.



O segundo texto da série Cinemas pelo Mundo apresenta os cinemas da Cidade do México, uma das capitais cinematográficas mais importantes da América Latina e que, durante boa parte do século XX, concentrou alguns dos maiores e mais luxuosos “Palacios del cine” do continente.


Durante minha passagem pela capital mexicana para as exibições da 5ª Autêntica Mostra Cinemas do Brasil, realizada no Instituto Guimarães Rosa, na Embaixada do Brasil no México, em março deste ano, o projeto contemplou também saídas fotográficas investigativas pelas ruas do Centro Histórico da CDMX. A ação integrou o intercâmbio cultural da mostra e teve como objetivo investigar, fotografar e documentar antigos cinemas das cidades por onde o projeto circulou.


A proposta, intitulada “Cinemas pelo mundo”, busca contribuir para novas pesquisas sobre memória cinematográfica urbana, além de proporcionar aos leitores brasileiros uma devolutiva da experiência de caminhar pelos centros históricos latino-americanos em busca dos antigos espaços de exibição cinematográfica, lugares que frequentemente se confundem com a própria história das cidades.


Parte das localizações dos antigos cinemas foi obtida por meio de pesquisas no maps e em registros históricos. Outras recomendações vieram da pesquisadora Dra. Bianca Salles Pires, que acompanhou toda a programação da mostra na Cidade do México e colaborou com indicações importantes para o percurso investigativo.


A Cidade do México ainda preserva vestígios impressionantes de sua tradição cinematográfica. Em muitas ruas do Centro Histórico, fachadas, marquises, estruturas abandonadas e edifícios reutilizados continuam revelando sinais de um período em que ir ao cinema era um dos principais rituais urbanos da capital mexicana.



Antiguo Cine Atlas: o estacionamento que já foi um palácio do cinema



A primeira parada da saída fotográfica investigativa aconteceu no endereço Fray Servando Teresa de Mier, La Merced, Centro, Cuauhtémoc, local onde funcionou o antigo Antiguo Cine Atlas.


Segundo relatos históricos, o Cine Atlas, pouco antes de sua inauguração, em 1948, anunciava na marquise o filme La Perla, estrelado por María Elena Marqués e Pedro Armendáriz. A sala possuía capacidade para aproximadamente 3.100 espectadores.



Hoje o local é utilizado como estacionamento.


Assim como ocorreu com inúmeros cinemas brasileiros, a história se repetiu também na Cidade do México e em diversas partes do mundo. Antigas salas monumentais deram lugar a estacionamentos, igrejas, lojas comerciais e outros empreendimentos urbanos.



O Atlas fazia parte da era dos grandes “palacios del cine” mexicanos do século XX. O edifício acabou entrando em decadência com a crise dos cinemas de rua entre as décadas de 1980 e 1990. Atualmente, o cinema não existe mais, mas continua presente na memória afetiva de antigos frequentadores e cinéfilos mexicanos, especialmente pelas dimensões monumentais da sala e pela arquitetura característica daqueles grandes cinemas urbanos.



Discussões online sobre os antigos cinemas da Cidade do México ainda resgatam lembranças do Cine Atlas e de outras salas clássicas da região central da CDMX.



Cine Teresa: de cinema luxuoso a centro comercial popular



A segunda parada do percurso aconteceu no endereço Eje Central Lázaro Cárdenas 109, Colonia Centro, Centro, Cuauhtémoc, onde funcionou o antigo Cine Teresa.



O Plaza Cine Teresa foi um dos cinemas mais emblemáticos da Cidade do México. Inaugurado originalmente em 1924 e reconstruído em 1942 em estilo art déco pelo arquiteto Francisco J. Serrano, o espaço integrou o auge da chamada Época de Ouro do cinema mexicano.



Com o declínio das grandes salas de rua, o cinema passou por profundas transformações. Durante os anos 1990, tornou-se conhecido por exibir filmes pornôs, fato que acabou marcando fortemente sua fama popular na cidade. Posteriormente, fechou e parte do edifício foi convertida em uma praça comercial voltada ao comércio de celulares, eletrônicos e serviços populares.



Entre 2013 e 2015, o espaço ainda ganhou uma “segunda vida” como sede alternativa da Cineteca Nacional, recebendo exibições de cinema de arte e mostras especiais.



Hoje, o antigo Cine Teresa permanece como símbolo das transformações urbanas e culturais da Cidade do México: um edifício que atravessou diferentes fases da vida urbana da capital, cinema luxuoso, cinema pornô, espaço cult e, atualmente, centro comercial.



Cine Ciudadela: vestígios de um cinema abandonado



A caminhada seguiu até Balderas 108, Colonia Centro, Centro, Cuauhtémoc, endereço onde funcionou o antigo Cine Ciudadela.


O Cine Ciudadela surgiu durante a expansão dos cinemas de rua da Cidade do México, consolidando-se como uma sala popular da região central da capital mexicana. Localizado próximo à histórica área de La Ciudadela, o cinema acompanhou as transformações urbanas e culturais da CDMX ao longo do século XX. Assim como muitas salas tradicionais do centro, enfrentou o declínio provocado pela chegada dos multiplex e pelas mudanças no consumo cultural, tornando-se hoje um símbolo da memória cinematográfica da cidade.



O edifício permaneceu de pé durante muitos anos mesmo após o encerramento das atividades cinematográficas. Ainda hoje é possível observar elementos arquitetônicos e marcas que indicam a existência do antigo cinema, como parte da marquise e vestígios da palavra “cinema”.



O espaço permanece abandonado, mas funciona como uma espécie de ruína urbana da era dos grandes cinemas de rua mexicanos.



Cine Orfeón: o gigante abandonado do Centro Histórico



As andanças pelo centro da CDMX continuaram pela Luis Moya 40, Colonia Centro, Centro, Cuauhtémoc, onde funcionou o histórico Cine Orfeón.



O Cine Orfeón foi inaugurado em 1938 e projetado pelos arquitetos John e Drew Eberson, conhecidos internacionalmente pelos grandes “atmospheric theaters”. Durante décadas, foi uma das maiores e mais luxuosas salas da Cidade do México, com arquitetura monumental art déco e capacidade superior a quatro mil espectadores.


Após o terremoto de 1985, o cinema entrou em decadência e acabou fechando. Nos anos 1990, ainda tentou sobreviver como espaço para shows e teatro, mas encerrou definitivamente suas atividades em 1998.



Hoje, o edifício permanece abandonado, embora sua fachada continue sendo um dos marcos arquitetônicos mais impressionantes do Centro Histórico da Cidade do México.



Mesmo descaracterizado e fechado, o antigo Cine Orfeón ainda preserva traços evidentes de sua origem cinematográfica, funcionando como memória física de um período em que os cinemas ocupavam posição central na vida cultural urbana.



Palacio Chino: o cinema que parecia um templo oriental



Outro ponto marcante do percurso investigativo foi o edifício do antigo Cine Palacio Chino, localizado na Iturbide 21, Colonia Centro, Centro, Cuauhtémoc.


O Palacio Chino foi inaugurado em 29 de março de 1940 e tornou-se um dos cinemas mais icônicos da Cidade do México. Inspirado na estética oriental, o edifício buscava transformar a ida ao cinema em uma experiência imersiva e luxuosa.


Relatos de antigos frequentadores descrevem interiores impressionantes, com lanternas, vasos, pontes, máscaras orientais, pequenos riachos decorativos e até um gigantesco deus dourado de oito braços que brilhava quando as luzes se apagavam durante as sessões.


Originalmente, o terreno possuía cerca de 6 mil metros quadrados e anteriormente abrigava o Frontón Nacional e, depois, a Arena Nacional. Após um incêndio em 1937, o empresário Luis Castro adquiriu o imóvel e decidiu construir um cinema monumental inspirado na cultura oriental.



O projeto foi desenvolvido pelos arquitetos Luis de la Mora e Alfredo Olagaray, enquanto os murais e elementos decorativos ficaram sob responsabilidade dos artistas Juan Campos e Humberto Ramírez.


Na inauguração, o cinema exibiu o filme Honeymoon, do diretor inglês Alexander Korda. O evento recebeu telegramas de congratulações enviados por Charles Chaplin e Gary Cooper.



O Palacio Chino era considerado um cinema de luxo, equipado com carpete, poltronas acolchoadas, tela panorâmica e som Cinemascope. Exibia apenas um filme por vez, com troca semanal da programação, algo típico dos grandes cinemas daquela época.



Hoje, muito pouco resta do interior original. As decorações e murais foram desmontados ao longo das décadas. Ainda assim, parte da fachada continua preservada na Rua Iturbide: um edifício art déco de cor vinho, com janelas em ferro forjado de inspiração chinesa, pequenos Budas decorativos e antigos letreiros em néon.


Frequentadores antigos ainda recordam o local com forte nostalgia. Uma antiga visitante comentou:


“Consegui ir uma última vez, acho que foi por volta de 2014. É uma pena que tenha fechado; era um lugar incomum e impressionante que valia a pena visitar só pela aparência.”


Outro frequentador resume o sentimento em torno do espaço:


“Agora, infelizmente fechado, outrora foi um lugar de glória e luxo.”



Teatro Metropólitan: a memória viva dos antigos cinemas monumentais



O percurso investigativo seguiu até a Avenida Independencia 90, Colonia Centro, Centro, Cuauhtémoc, onde atualmente funciona o Teatro Metropólitan.


O edifício nasceu originalmente como Cine Metropólitan, inaugurado em 1943 e projetado pelo arquiteto norte-americano John Eberson, responsável também por outros grandes “movie palaces” latino-americanos.



Durante décadas, o Cine Metropólitan integrou o circuito das salas mais sofisticadas da capital mexicana, exibindo grandes produções nacionais e internacionais em uma monumental estrutura art déco.


Com o declínio das grandes salas de rua nas décadas de 1980 e 1990, o edifício foi restaurado e convertido em teatro e casa de espetáculos.



Hoje, o Teatro Metropólitan recebe shows, concertos, peças, musicais, festivais e eventos culturais, preservando parte importante de sua arquitetura original e funcionando como uma memória viva da era dos grandes cinemas monumentais da Cidade do México.



Eje Central Lázaro Cárdenas: o maior corredor cinematográfico da Cidade do México



A atual Eje Central Lázaro Cárdenas, anteriormente conhecida em trechos como San Juan de Letrán, Niño Perdido e Santa María la Redonda, foi o principal corredor cinematográfico da Cidade do México durante boa parte do século XX. A avenida concentrou alguns dos cinemas mais luxuosos, populares e monumentais da América Latina.



Entre eles destacou-se o Cine Odeón, localizado originalmente na Mosqueta 29, entre Galena e Santa María la Redonda, região completamente transformada após as grandes reformas urbanas ligadas à expansão da atual Eje Central.


O Cine Odeón deixou de existir nos anos 1970 devido às obras de ampliação urbana. Atualmente, não existe qualquer vestígio visível do edifício original.


Assim como tantos outros cinemas históricos mexicanos, o Odeón sobrevive apenas em fotografias antigas, registros históricos e na memória afetiva dos frequentadores da antiga região cinematográfica da capital mexicana.



A memória dos cinemas e a cidade


A experiência de circular pelo Centro Histórico da Cidade do México investigando antigos cinemas revela como a história do cinema está profundamente ligada à memória urbana.


Os antigos cinemas da CDMX ajudam a compreender transformações arquitetônicas, mudanças sociais, deslocamentos econômicos e até novas formas de consumo cultural ao longo do século XX e início do século XXI.

Mesmo demolidos, abandonados ou transformados em centros comerciais e estacionamentos, muitos desses edifícios continuam ocupando um lugar importante no imaginário coletivo da cidade.


A saída fotográfica investigativa realizada durante a 5ª Autêntica Mostra Cinemas do Brasil reafirma a importância de registrar, documentar e preservar visualmente esses espaços antes que desapareçam completamente da paisagem urbana e da memória cultural latino-americana.


Segundo o Anuario Estadístico del Cine Mexicano 2025, a Cidade do México também mantém intensa atividade cineclubista e de exibição alternativa contemporânea, com espaços como Cine en tu Barrio, Cineclub Artefakta, Cineclub Autoridad del Centro Histórico, Cineclub Micelio, Cinema Caco, Cine Viajero, Cinespacio Comunal e Cineclub Xicalco, demonstrando que a cultura cinematográfica da capital mexicana continua viva, ainda que em novas formas e territórios culturais.



A La Casa del Cine MX é um desses espaços de cinema independente. O local é um dos mais conhecidos do Centro Histórico da Cidade do México. Localizado na República de Uruguay, 52, próximo à estação Isabel la Católica, o espaço funciona como cinema, cineclube, centro cultural e ponto de encontro de cinéfilos. Inaugurado em 2010, tem foco no cinema mexicano, autoral e independente, exibindo mostras, festivais, clássicos, documentários e filmes de circulação limitada. Além das salas de projeção, possui biblioteca, videoteca, cursos e debates sobre audiovisual.


Para uma frequentadora, “É um espaço com uma atmosfera muito confortável e nada convencional, que transmite uma sensação incrivelmente acolhedora desde o momento em que você entra. As salas são pequenas, mas é justamente isso que torna a experiência tão agradável e intimista, já que não há aglomerações como nos cinemas comerciais.”


Já outro visitante afirma: “É um bom lugar para ir ao cinema. Não é caro e tem áreas onde você pode comer ou beber. Você pode até levar cerveja para a sala de cinema. A sala é pequena, mas boa; a imagem é boa e as poltronas são confortáveis. Além disso, a seleção de filmes é boa; eles exibem filmes que não entram em cartaz nos cinemas de grandes redes.”


Existem muitos outros espaços de exibição cinematográfica atualmente em atividade na Cidade do México. Durante a visita, não foi possível conhecer todos os cinemas existentes nem todos os antigos espaços já desaparecidos.


Entre os locais que ficaram para uma próxima viagem estão o antigo Cine Mundial, instalado no antigo convento de Jesús María, localizado na Jesús María, 48, Centro Histórico de la Ciudad de México, e o emblemático Cine Ópera, localizado na Serapio Rendón, 9, no bairro San Rafael, ambos na alcaldía Cuauhtémoc.



Os cinemas desaparecidos da Cidade do México


Desde salas monumentais que pareciam palácios até pequenos cinemas espalhados por bairros populares, os cinemas fizeram parte essencial da vida urbana da Cidade do México durante décadas.


Hoje, muitos desses espaços foram demolidos, transformados em estacionamentos, centros comerciais ou simplesmente abandonados.


Abaixo, uma lista de antigos cinemas da CDMX que deixaram de existir:


  • Cine Lido — Av. Tamaulipas 202, Hipódromo. Hoje abriga a livraria FCE Rosario Castellanos.

  • Cine Tacuba — Calzada México-Tacuba, entre Golfo de California e Mar Tirreno. Hoje funciona uma loja Suburbia.

  • Cine Mariscala — Eje Central entre Donceles e República de Cuba. Atualmente abandonado.

  • Cine Odeón — Mosqueta 29, entre Galena e Santa María la Redonda (hoje Eje Central Lázaro Cárdenas). Desapareceu nos anos 1970 devido à ampliação urbana.

  • Cine Isabel — Santa María la Redonda 80, hoje Eje Central Lázaro Cárdenas, em frente à Plaza Garibaldi.

  • Cine Manacar — Insurgentes Sur e Río Mixcoac. Foi demolido recentemente.

  • Cine Primavera — Localizado onde hoje fica a Avenida Benjamín Franklin, na altura de Carlos B. Zetina.

  • Real Cinema — Esquina de Balderas e Colón.

  • Cine Estrella — Lucas Alamán, entre San Antonio Abad e 5 de Febrero, colonia Obrera. Hoje é um edifício de escritórios.

  • Cine Coloso — Na antiga Calzada Niño Perdido, atual Eje Central.

  • Cine Arcadia — Paseo de la Reforma 505, próximo a Río Ródano.

  • Cine Ópera — Serapio Rendón, San Rafael.

  • Cine Polanco — Calle de Moliere, entre Homero e Ejército Nacional.

  • Cine Lux — Calle de los Arquitectos, hoje Miguel Schultz, San Rafael.

  • Cine Olimpia — Calle 16 de Septiembre, Centro.

  • Cine Teresa — Eje Central Lázaro Cárdenas 109, Centro Histórico.

  • Cine México — Colonia Doctores.

  • Cine Álamos — Calzada de Tlalpan 433, próximo ao Metro Viaducto.

  • Cine Paseo — Reforma 35. Posteriormente virou casa noturna e hoje é estacionamento.

  • Cine Alameda — Avenida Juárez. A fachada ainda existe e abriga um restaurante.

  • Cine Ciudadela — Balderas, próximo à esquina com Ernesto Pugibet. Atualmente abandonado.

  • Salas Madrid, Alex Phillips, Dolores del Río e Jesús H. Abitia — Insurgentes Sur 2383, em frente à estação Doctor Gálvez.

  • Cine Latino — Zona Rosa, número 296. Hoje funciona a Torre Reforma Latino.

  • Cine Continental — Av. Coyoacán e Eje de Xola, colonia Del Valle.

  • Cine Lindavista.

  • Cine Princesa — San Juan de Letrán, atual Eje Central, próximo à República de Uruguay. Hoje é a Plaza de la Tecnología.

  • Cine Auditorio Plaza — Cruzamento de Nuevo León, Tamaulipas e Juan Escutia.

  • Cine Lago — Ciudad Nezahualcóyotl. A estrutura ainda existe funcionando como loja Elektra.

  • Cine Titán — Calle Dr. Arce. Hoje é um conjunto habitacional.

  • Cine Bucareli — Cruzamento de Ayuntamiento e Bucareli.

  • Cine Sogem — José María Velasco 59, colonia San José Insurgentes.

  • Cine Monumental — Cruzamento da avenida Hidalgo com Héroes, colonia Guerrero.

  • Cine Atlas — Esquina de Fray Servando e Jesús María, Centro Histórico. Atualmente estacionamento.

  • Cine Condesa — Cozumel 33, entre Durango e Sinaloa.

  • Cine Mundial — Jesús María 48, Centro Histórico.


O terceiro texto da série Cinemas pelo Mundo irá apresentar não apenas os antigos cinemas de Xalapa, em Veracruz, mas também os muitos cineclubes atuantes da cidade mexicana, que respira cinema e preserva uma forte cultura cineclubista contemporânea.


O primeiro texto da série, dedicado aos cinemas de rua de Oaxaca, pode ser conferido no site da 5ª Autêntica Mostra Cinemas do Brasil:




Eudaldo Monção Jr. é produtor cultural, cineasta, jornalista e viajante. Idealizador da Autêntica Mostra Cinemas do Brasil, desenvolve projetos voltados à preservação da memória audiovisual e à valorização das salas de cinema por meio da Memorabilia Filmes, produtora dedicada à pesquisa, circulação e difusão do patrimônio cinematográfico no Brasil e na América Latina.


A Autêntica Mostra Cinemas do Brasil é uma realização de Eudaldo Monção Jr., por meio da Memorabilia Filmes e apresenta um panorama de filmes que buscam homenagear os cinemas de rua do país e que propõem uma discussão sobre a atual situação desses monumentos arquitetônicos. A quinta edição do projeto conta com o apoio cultural das Embaixadas do Brasil na Cidade do México, em São Salvador e em Manágua, por meio de suas unidades do IGR – Instituto Guimarães Rosa. Conta com apoio também do Ágora de la Ciudad, da Secretaría de Cultura e Gobierno del Estado de Veracruz, da Red Xalapeña de Cineclubes, da Maraña es Cultura AC, da UNAN Manágua – Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua, do IRDEB – Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (TVE Bahia e Educadora FM), da TV Educa Bahia e do Colégio Estadual Dr. José Marcelino de Souza, através da Secretaria de Educação, do Pouso das Artes através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da Diretoria de Audiovisual e Multimeios (DIMAS), através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). O evento conta ainda com a parceria institucional do CTAv – Centro Técnico Audiovisual, referência nacional na preservação, salvaguarda e difusão de materiais cinematográficos e audiovisuais, e com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura, através do Edital de Mobilidade Artística e Intercâmbio.  




Leituras complementares e referências:







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5ª AUTÊNTICA MOSTRA CINEMAS DO BRASIL: REMINISCÊNCIAS DO PASSADO HISTÓRICO / MEMORABILIA FILMES

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